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PNBL, lá e cá (Parte 2 de 4)

23 de abril de 2010

Hilton Garcia Fernandes

Este é o segundo da série quatro artigos sobre um pequeno panorama de planos nacionais de banda larga. O primeiro foi publicado neste blog em [1]. Será aqui brevemente discutido o planos nacional de banda larga dos EUA. A seguir serão comentados os planos da Malásia e da África do Sul. A conclusão tentará resumir todos os pontos polêmicos vistos aqui.

EUA

O famoso The Wall Street Journal [2] publicou recentemente matéria [3] contestando a necessidade de um plano nacional de banda larga para os EUA. Diz a matéria [3] que é falso afirmar que os EUA ocupem o décimo quinto lugar entre os países do mundo quanto à penetração de banda larga per capita. Depois de argumentações demográficas, a matéria finalmente reposiciona os EUA em… décimo lugar. E este era o país que se orgulhava de ter a melhor educação, os melhores indicadores sociais — tudo sempre usado como demonstração da pujança da nação americana e do próprio capitalismo.

The Wall Street Journal foi recentemente associado a um grupo de polemistas conservadores [4], que a expressividade americana talvez chamasse de spin doctors [5], ou especialistas em ilusão e desinteligência. O autor do artigo [5] não é nenhum esquerdista radical, mas sim o notório Jeffrey Sachs [6].

Mas a revista The Economist, que dificilmente poderia ser chamada de esquerdista tem artigo [7] que retira a discussão do subjetivismo. Para explicar porque tantas cidades americanas se esforçam para receber as redes FFTH [8] do Google, The Economist mostra que todos os países desenvolvidos têm situação de banda muito melhor que aquele dos EUA. E os últimos argumentos que retirariam os EUA de sua má situação são derrubados no debate que promoveram os leitores do artigo [9]. Por exemplo, a densidade populacional dos EUA (32 hab/km2 [10]), apesar de maior do que de alguns países europeus — como a Suécia, com 20,6 hab/km2 [11] — não justifica uma diferença tão grande de oferta de banda larga: diz o artigo da Economist [7] que a Suécia tem banda larga de 100 megabits por segundo a 24 dólares. Ao passo que nos EUA, paga-se 145 dólares por 50 mbps [7]. Um outro ponto triste do artigo é que coloca os EUA não em décimo quinto lugar em penetração de Internet, mas como décimo-nono lugar entre os países da OECD [12].

Assim, um plano nacional de banda larga é estritamente necessário nos EUA, para manter a competitividade do país vis-a-vis outras economias desenvolvidas. E é o que propôs a administração Obama, chamada algumas vezes de não-capitalista por luminares como aqueles que escrevem em The Wall Street Journal [2].

Na página de anúncio do The National Broadband Plan (ou NBP) [13], a divisão do FCC americano, similar à ANATEL brasileira, comenta que o plano propõe um planejamento ousado do futuro dos EUA, visando o crescimento econômico, a geração de empregos e a aceleração das capacidades do país em educação, saúde, segurança e outros.

E, sim, há ousadia no NBP:

  • em 2020, pelo menos 100 milhões de lares dos EUA deverão ter acesso a conexões de banda larga de 100 megabits por segundo.

    Por mais que os números 100 milhões de banda e de alcance sejam de marketing, bandas como esta já estão presentes em países desenvolvidos, a penetração é proporcional à população do país;

  • Os EUA devem liderar na pesquisa de redes sem fio e oferecê-las em número e cobertura maiores do que aquelas de qualquer outra nação.

Outros itens da proposta propõem metas também ousadas a respeito de redes sem fio como forma de aumentar a tolerância a falhas de uma rede nacional e de aumentar a eficiência no consumo de energia [13]. Sem falar, é claro, na redução da exclusão digital através da educação dos americanos para o uso de computadores.

Um ponto importante do NBP é de onde sairá o recurso para financiar a iniciativa privada e atividades governamentais. Na versão atual do plano, comentada pelo portal Convergência Digital [14], na matéria “EUA define o Plano Nacional de Banda Larga” [14], possivelmente do Fundo de Universalização também disponível lá. Os detalhes com certeza serão negociados com o congresso, já que se estima o custo total do projeto em 350 bilhões de dólares, dos quais o governo gastaria cerca de 16, apenas.

Um ponto tocado pela matéria da Economist [7], mas deixado de lado na matéria do Wall Street Journal [3], é a explicação de porque nos EUA a banda larga é tão cara, tem tão pouca penetração e mesmo baixa capacidade.

A explicação talvez surpreenda quem ache o governo Obama realmente socialista — mas não vai surpreender quem saiba que a Economist é verdadeiramente capitalista: trata-se de falta de competição. A velha e boa competição capitalista é que faz com que as empresas façam investimentos e baixem custos.

Nos EUA, em muitos casos há um duopólio. Os comentários dos leitores da Economist a respeito do artigo [9] trazem dados interessantes: a Romênia, recém saída de uma ditatura ao estilo soviético, montou um modelo de privatização das telecomunicações, que, segundo eles, garante que bandas de 20 Mbps possam ser contratadas lá por apenas 9 euros, ou cerca de 12,5 dólares.

Enfim, um ponto importante do NBP é restaurar a concorrência entre companhias de telecomunicação. Como fazer isto é algo que terá que ser negociado com toda a sociedade. E isto inclui a participação das companhias que hoje auferem o duopólio. Talvez elas não achem isso uma boa ideia…

Enfim, haverá muita oposição que o NBP terá de enfrentar.

Referências

[1] PNBL, lá e cá (Parte 2 de 2)
https://tecnologiassemfio.wordpress.com/2010/03/11/pnbl-la-e-ca-parte-1-de-2/
Visitado em 17/03/2010

[2] https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Wall_street_journal
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Wall_street_journal
Visitado em 19/03/2010

[3] A ‘National Broadband Plan’
http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703652104574652501608376552.html
Visitado em 19/03/2010

[4] Climate sceptics are recycled critics of controls on tobacco and acid rain
http://www.guardian.co.uk/environment/cif-green/2010/feb/19/climate-change-sceptics-science
Visitado em 19/03/2010

[5] Spin (public relations)
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Spin_doctor
Visitado em 19/03/2010

[6] Jeffrey Sachs
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Jeffrey_Sachs
Visitado em 19/03/2010

[7] Googlenet: A cure for America’s lame and costly broadband?
http://www.economist.com/science-technology/displaystory.cfm?story_id=15841658
Visitado em 23/04/2010

[8] Fiber to The X
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Ftth
Visitado em 23/04/2010

[9] Googlenet: A cure for America’s lame and costly broadband? — Readers’ comments
http://www.economist.com/node/15841658/comments
Visitado em 23/04/2010

[10] USA
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/USA
Visitado em 23/04/2010

[11] Sweden
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Sweden
Visitado em 23/04/2010

[12] OECD
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/en/wiki/Oecd
Visitado em 23/04/2010

[13] The National Broadband Plan
http://www.broadband.gov/plan/
Visitado em 23/04/2010

[14] Convergência Digital
http://convergenciadigital.uol.com.br/
Visitado em 23/04/2010

[15] EUA definem o Plano Nacional de Banda Larga
http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=21996&sid=4
Visitado em 23/04/2010

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Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons – Atribuição – Partilha nos Mesmos Termos 3.0 Não Adaptada.

Modem 3G Sony Ericsson MD300 USB no Linux

17 de abril de 2010

Marcio Barbado Junior
(BDS Labs)

Este é um tutorial prático para instalar no GNU/Linux o modem 3G, modelo MD300, fabricado pela Sony Ericsson para operar em sistemas operacionais proprietários.

Pode-se em certa medida, aproveitar este conteúdo para qualquer combinação entre uma distro e um modem 3G USB, fazendo-se pequenas adaptações nos passos descritos, que são especificamente focados no modem MD300 e em distribuições baseadas em Fedora/Red Hat e Debian.

É possível o utilizar com HSDPA, UMTS, EDGE e GPRS mas o equipamento não oferece suporte para chamadas de voz GSM. Também pode enviar e receber mensagens SMS. Tudo isso é fácil, considerando-se Windows e Mac OS.

Essas situações contudo causam “dores de cabeça” a usuários Linux, e muitos acabam deixando de utilizar o pinguim por não terem seu hardware devidamente reconhecido. Problema recorrente.

O caso é que usuários PJ (ou pessoa jurídica, empresariais) são grandes disseminadores de paradigmas tecnológicos, e o dispositivo da Sony Ericsson representa uma grande barreira à adoção do Linux na medida em que a operadora Claro vem sugerindo a seus clientes “corporativos” a utilização do modem em questão, o que inclusive constitui uma especie de venda casada, já que ao aceitarem a “sugestão”, os clientes se vêem obrigados a possuir/adquirir uma licença paga de modo que possam usufruir do equipamento.

A questão toda se resume à constatação de uma estrategia velada, adotada por grandes players do mercado, que acaba por minar a confiabilidade do Linux.

Assim, as presentes linhas objetivam aliviar o incômodo e o desrespeito causado aos usuários do pinguim, e principalmente perseverar na batalha em prol da transparência de códigos E nessa missão, discorrem principalmente sobre udev e wvdial.

1 Introdução

Utilizou-se para redação destas linhas um sistema Fedora 10 de 64 bits, kernel “2.6.27.5”. As adaptações para Debian são citadas sempre que preciso, e com pequenas alterações, o roteiro poderá resolver problemas de outras distribuições Linux que estiverem utilizando outros modems 3G USB.

Apesar do que afirmam alguns especialistas, versões de kernel posteriores à “2.6.19” podem encontrar dificuldades para entender um modem 3G USB [1].

No Brasil, o MD300 é utilizado principalmente em sistemas operacionais Windows, e nesses, é gerenciado por um software proprietário chamado “Wireless Manager”, que se instala automaticamente, “espetando-se” o modem.

Bem, a historia é diferente no Linux. O pinguim exigirá que se escreva uma regra de udev, e que se configure o wvdial para então aceitar e entender o equipamento.

A regra de udev elimina o problema da detecção automática da memória flash presente no equipamento, e ativa o dispositivo /dev/ACM0 ou seja, o udev permitirá que o MD300 seja devidamente reconhecido pelo sistema. O wvdial é um discador dial-up inteligente que será utilizado para fazer o modem funcionar com PPP (daemon pppd) após ser reconhecido.

É dito “inteligente” pois utiliza algoritmos heurísticos para obter a conexão Algumas vezes, tais algoritmos mais atrapalham do que ajudam.
São mostrados com simplicidade e detalhes, todos os passos necessários para suplantar as barreiras impostas pela Sony Ericsson aos usuários Linux. Tais dificuldades serão combatidas, e a rede da Claro será utilizada sem a necessidade de se conhecer o PIN e/ou o PUK do equipamento. Todavia, faz-se preciso o conhecimento de algumas informações elementares da operadora como o APN e o “número” para o qual ligar por exemplo.

1.1- Medidas preliminares

Caso se esteja utilizando o SELinux — recomenda-se que sim — coloque-o provisoriamente em modo permissivo até que o modem esteja funcionando corretamente. Isso é feito no arquivo /etc/sysconfig/selinux com a linha:

SELINUX=permissive

Outro ponto a se verificar diz respeito às presenças do kppp, gnome-ppp, wvdial e minicom, ferramentas que poderão ser usadas:

$ rpm -q kppp gnome-ppp wvdial minicom

ou:

$ which kppp gnome-ppp wvdial minicom

Caso não estejam presentes, deve-se ao menos realizar a instalação do wvdial embora os comandos abaixo instalem as três, que é a recomendação deste tutorial:

# yum install kppp gnome-ppp wvdial minicom

ou:

# apt-get -y install kppp gnome-ppp wvdial minicom

Uma medida a se tomar após as instalações diz respeito à permissão de escrita que os usuários devem possuir em:

/etc/ppp/pap-secrets

e:

/etc/ppp/chap-secrets

que são arquivos utilizados pelo wvdial.
O próximo passo é permitir que contas de usuário utilizem o wvdial pois o mesmo só pode ser executado pela conta root. Isso pode ser feito com o sudo, lembrando que o wvdial fica costumeiramente em /usr/bin/wvdial.

2- udev rules! [2]

Constitui um percalço comum em distribuições Fedora / Red Hat e RHEL, a situação em que o sistema não consegue disponibilizar o modem automaticamente. Isso pode estar relacionado à memória flash contida no dispositivo, que provavelmente estará sendo detectada e montada automaticamente como uma mídia USB genérica no diretório /media/ (ou /mnt/ para distribuições baseadas em Debian).

O problema existindo, irá interferir na correta detecção do MD300. Pode-se detectar essa falha rapidamente se o sistema utilizar um ambiente gráfico, constatando-se o ícone MD300 no Desktop. E nesses casos basta dizer ao sistema operacional para não detectar a memória flash do modem como uma mídia USB.

Todavia, essa correção NÂO deve ser feita através do gerenciador gráfico de dispositivos USB ou editando-se o arquivo /etc/fstab. A questão é resolvida com o udev!

Sucessor do devfs, o versátil udev é um componente escrito em C, que opera dinamicamente sobre o diretório /dev/, local em que cria arquivos de dispositivos. É comum para dispositivos seriais, a utilização de arquivos do tipo tty*, exemplo:

/dev/ttyS3

ou:

/dev/ttyUSB0

O equipamento Sony Ericsson possui várias funções, capazes de ativar dispositivos no diretório /dev/, exemplo:

FUNÇÃO DISPOSITIVO EXEMPLO
rede /dev/eth[N] /dev/eth2
memória flash /dev/sdb[N] /dev/sdb1
modem /dev/ttyS[N] /dev/ttyS1

A função “memória flash”, quando detectada, impede o correto uncionamento do MD300 mas o mesmo NÃO pode ser dito sobre a função de rede — em geral dispositivo /dev/eth2.
Cabe destacar a existência de uma correspondência aproximada entre os padrões para portas seriais em UNIX e MS-DOS.
Enquanto o padrão de Redmond é COMn, com n iniciado em 1 — por exemplo: COM1 –, o padrão UNIX é ttySn, com n iniciado em 0. No exemplo dado, /dev/ttyS0.
A tabela abaixo apresenta essa correspondência de forma mais detalhada:

/dev/ttys0 (COM1) porta 0x3f8 IRQ 4
/dev/ttys2 (COM3) porta 0x3e8 IRQ 4
/dev/ttys3 (COM4) porta 0x2e8 IRQ 3

Qual (ou quais) dos ttySn corresponde (ou correspondem) ao MD300?

Pois é: nenhum deles. A regra a ser escrita irá inibir o reconhecimento da memória flash e mostrar que para o MD300, o sistema operacional utiliza /dev/ttyACM0.

Faz-se a regra do udev através da criação de um arquivo de texto com sufixo .rules no diretório /etc/udev/rules.d/:

# vim /etc/udev/rules.d/50-md300modem.rules

Copia-se o conteúdo a seguir neste arquivo. Cuidado com as aspas simples e duplas ao copiar e colar. Confira se elas foram transportadas corretamente depois de colar:

ACTION!="add", GOTO="3G_End"
BUS=="usb", SYSFS{idProduct}=="d0cf", SYSFS{idVendor}=="0fce", 
PROGRAM="/bin/sh -c 'echo 3 > /sys/%p/bConfigurationValue'"
LABEL="3G_End"

Os valores de SYSFS{idProduct} e SYSFS{idVendor} devem ser obtidas através do dmesg:

$ dmesg | grep usb

que apresentará em sua saída, tais informações:

usb 3-2: New USB device found, idVendor=0fce, idProduct=d0cf
usb 3-2: Product: Sony Ericsson MD300
usb 3-2: Manufacturer: Sony Ericsson

Criado o arquivo, reinicia-se o sistema operacional.

3- wvdial [3] [4]

Grosso modo, o wvdial (ou Weave Dial) é um discador escrito em C++ por Dave Coombs e Avery Pennarun, e licenciado sob a LGPL, que não é “viral” como a GPL, infelizmente.

O programa, que utiliza o protocolo PPP através do daemon pppd, deve ser utilizado pela conta root a princípio, e automatiza diversas tarefas, tornando desnecessário o conhecimento de PIN e PUK para a conexão.

Utilizado em linha de comando, caso não possua opções, o discador irá ler seu arquivo de configurações globais:

/etc/wvdial.conf

e em seguida, um dos arquivos das contas de usuário, que são:
~/.wvdial.conf

ou:

~/.wvdialrc

eventualmente presentes no diretório home do usuário
Os arquivos de configuração seguem o padrão .ini do Windows. Os nomes das seções estão entre colchetes e seus conteúdos são sequências de linhas no modelo:

variável = valor

Linhas comentadas são iniciadas pelo caractere “ponto e virgula”, ou “;“. Antes mesmo de se usar o wvdial pela primeira vez, é preciso executar como root o programa wvdialconf, que possivelmente identificará a porta serial do modem:

# wvdialconf /etc/wvdial.conf

Caso a ferramenta tenha êxito, o dispositivo referente ao MD300 será detectado e algumas informações básicas de configuração serão carregadas no arquivo global /etc/wvdial.conf, que em seguida deve ser editado com informações especificas:

# vim /etc/wvdial.conf

Utiliza-se o seguinte conteúdo no arquivo — algumas linhas já terão sido preenchidas pelo wvdialconf:

[Dialer Defaults]
Modem = /dev/ttyACM0
Modem Type = USB Modem
Baud = 460800
Init = ATZ
Init2 = AT+CFUN=1
Init3 = ATQ0 V1 E1 S0=0 &C1 &D2 +FCLASS=0
Init4 = AT+CGDCONT=1,"IP","bandalarga.claro.com.br"
Init5 =
Init6 =
Init7 =
Init8 =
Init9 =
Phone = *99***1#
Dial Command = ATM1L3DT
Username = claro
Password = claro
Stupid Mode = 1
Auto DNS = on
Check DNS = on
Check Def Route = on
Remote Name = *
Carrier Check = on
Auto Reconnect = on
Abort on No Dialtone = on
Dial Attempts = 3
ISDN = 0

Atenção com as aspas.

O exemplo é especifico para o MD300 e para a Claro. Valores à direita de = e algumas variáveis poderão mudar em acordo com o modem e a operadora utilizada. O comando:

$ man wvdial.conf

fornece mais informações sobre o devido preenchimento do arquivo /etc/wvdial.conf, procedimento este que após ser concluído, deve ser seguido de uma reinicialização do sistema operacional com o modem espetado, e então a conexão pode ser gerenciada pelo kppp e/ou pelo gnome-ppp; e/ou diretamente pelo wvdial:

$ sudo wvdial

e para se desconectar, caso tenha usado o wvdial, pressione Ctrl + c.

4- Soluções de problemas

Caso a conexão fique instável, é possível como root, verificar o que ocorre no sistema em tempo real com o tail, utilizando-se a opção -f (de follow) para seguir os últimos registros:

# tail -f /var/log/audit/audit.log

ou:

# tail -f /var/log/messages

Os registros do arquivo /var/log/audit/audit.log serão úteis caso o SELinux esteja ativado.

As seções a seguir cobrem os problemas mais comuns que podem aparecer com os procedimentos aqui descritos.

4.1- Arquivos de configurações do wvdial [4]

Talvez o leitor tenha optado por editar arquivos do usuário, que são o:

~/.wvdial.conf

e/ou o:

~/.wvdialrc

e o wvdial não o(s) esteja utilizando.

Isso se resolve colando todas as configurações supracitadas no arquivo global, chamado /etc/wvdial.conf.

4.2- Conecta mas o web browser não carrega conteúdo

Cabe salientar que em alguns casos a saída que o wvdial apresenta no terminal leva a crer que os servidores de nomes (DNS) foram devidamente obtidos, exemplo:

--> pppd: =
--> primary DNS address 200.169.119.221
--> pppd: =
--> secondary DNS address 200.169.119.222
--> pppd: =

O sintoma é o navegador reclamando de um endereço qualquer como http://www.google.com ou http://www.bdslabs.com.br. O conteúdo simplesmente não é exibido.
E, ao contrário do que possa parecer, talvez esteja ocorrendo um erro relacionado a DNS.

Isso pode ser verificado da seguinte forma. Caso seja possível pingar um IP (por exemplo, 200.169.119.221) mas não seja possível pingar um nome (por exemplo, http://www.google.com), então o problema é de fato a obtenção dos servidores de nomes, e a solução é adicionar as seguintes linhas no final do arquivo /etc/resolv.conf:

domain bandalarga.claro.com.br
nameserver 200.169.119.221
nameserver 200.169.119.222

Este procedimento corresponde à copia do conteúdo presente em /etc/ppp/resolv.conf no arquivo /etc/resolv.conf.
O arquivo /etc/ppp/resolv.conf possuirá os IPs mostrados na saída do wvdial.

4.3- Não é possível se descobrir a porta serial do modem

Uma opção para essa situação é utilizar o programa minicom [5].

Nativo em muitas distros, ele só pode ser configurado e testado em uma porta serial de cada vez. A configuração começa através do comando:

# minicom -s

que leva ao menu configuration no qual se escolhe a opção Serial port setup. Uma vez lá, modifique Serial Device e retorne ao menu. Escolha então Save setup as dfl e em seguida, Exit from Minicom. Execute o programa novamente:

# minicom

e digite:

AT

é esperada uma resposta OK; caso não se obtenha tal resposta, digite:

ATQ0 V1 EI

novamente, espera-se uma resposta OK. Caso ela não venha mesmo assim, refaça a configuração do minicom utilizando outro dispositivo e repita os testes.

Um programa que pode ajudar o minicom se chama setserial. Este, pode obter e modificar informações das portas seriais. O seguinte comando é um exemplo que obtem informações básicas sobre algumas delas:

# setserial -g -a /dev/ttyS0 /dev/ttyS1 /dev/ttyS2 /dev/ttyS3

Uma saída típica do setserial pode ser:

/dev/ttyS0, Line 0, UART: unknown, Port: 0x03f8, IRQ: 4
Baud_base: 115200, close_delay: 50, divisor: 0
closing_wait: 3000
Flags: spd_normal skip_test auto_irq

/dev/ttyS1, Line 1, UART: unknown, Port: 0x02f8, IRQ: 3
Baud_base: 115200, close_delay: 50, divisor: 0
closing_wait: 3000
Flags: spd_normal skip_test auto_irq

/dev/ttyS2, Line 2, UART: unknown, Port: 0x03e8, IRQ: 4
Baud_base: 115200, close_delay: 50, divisor: 0
closing_wait: 3000
Flags: spd_normal skip_test auto_irq

/dev/ttyS3, Line 3, UART: unknown, Port: 0x02e8, IRQ: 3
Baud_base: 115200, close_delay: 50, divisor: 0
closing_wait: 3000
Flags: spd_normal auto_irq

5- Conclusões

Frequentemente se verifica a fabricação de equipamentos USB que funcionam apenas em sistemas proprietários Esta é uma das razões que prejudica a disseminação do Linux.

Particularmente, alguns fabricantes de equipamentos 3G como a Huawei, preocupam-se com sistemas operacionais livres. A Sony Ericsson infelizmente não faz parte desse grupo.

É possível contudo, combater esse desrespeito a usuários Linux através da devida modificação do sistema. E na maioria dos casos, isso se resume a escrever uma regra udev, configurar e utilizar devidamente o wvdial.

Contato

Marcio Barbado Jr. é empresário e ativista do Software Livre, sendo um dos proprietários da BDS Labs, em
http://www.bdslabs.com.br

Marcio possui larga experiência em programação, projeto e integração de sistemas.

E-mail para contato: contato@bdslabs.com.br

6- Referências

[1] LINUX MAGAZINE #63 (FEVEREIRO de 2010) – Pergunte ao Klaus
http://www.linuxmagazine.com.br/article/pergunte_ao_klaus_lm63
Visitado em 16/04/2010

[2] Entendendo o udev – Carlos E. Morimoto
http://www.guiadohardware.net/tutoriais/acessando-dispositivos-usb-escrevendo-regras/entendendo-udev.html
Visitado em 16/04/2010

[3] WvDial | freshmeat.net
http://freshmeat.net/projects/wvdial/
Visitado em 16/04/2010

[4] páginas man (manuais de utilização) wvdial e wvdial.conf

[5] Modem-HOWTO — 18. Troubleshooting
http://tldp.org/HOWTO/Modem-HOWTO-18.html
Visitado em 16/04/2010

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Confiabilidade do projeto SAWiM (parte 1 de 2)

9 de abril de 2010

Fábio Damião Barbosa Ricci

Redes Mesh sem fio possuem grandes vantagens comparadas às redes cabeadas, destacando-se principalmente pelo baixo custo, implementação gradual e tolerância a falhas [1]. Elas podem ser tão confiáveis quanto redes cabeadas através do uso adequado de protocolos de comunicação, encriptação, modulação de sinal, uso adequado de antenas, topologia de rede etc. Tais ferramentas foram desenvolvidas e aperfeiçoadas justamente para garantir à comunicação sem-fio as características já inerentes de uma comunicação cabeada.

Baseada nestas premissas o projeto SAWiM [2] busca conciliar esta confiabilidade de comunicação com o desenvolvimento de um novo tipo de controlador semafórico.

Em visita realizada ao estande de empresas fabricantes de controladores semafóricos na feira de infraestrutura de transportes TranspoQuip [3] em 2009, houve certa resistência a um novo conceito de controlador semafórico, já que este é um produto desenvolvido há muito tempo e com muito cuidado para garantir confiabilidade de operação. Com isso, sua tecnologia pouco evoluiu no decorrer de décadas. Devido a esta lenta evolução, pôde-se perceber grande interesse por parte de engenheiros da empresa sobre a nova tecnologia de Rede Mesh, que poderia ser utilizada na interligação dos controladores de tráfego com a central de controle e, com isso, além de garantir a tão consagrada confiabilidade dos controladores eletrônicos de tráfego, garantir também sua controlabilidade a partir de um centro de gerência.

O desenvolvimento do projeto SAWiM deve gerar um produto capaz  de se adequar às especificações das companhias de engenharia de tráfego metropolitanas, que estabelecem as mínimas condições técnicas e funcionais. Tais exigências especificam características técnicas básicas, características funcionais, modos de operação, características gerais de projeto e construção, documentação técnica, ensaios, inspeção e aceitação.

Apesar dos semáforos aparentarem para o usuário serem apenas dispositivos simples que acionam lâmpadas, todas as suas especificações são complexas com parâmetros técnicos e funcionais detalhados, como por exemplo os que especificam sequência de cores, períodos de entreverdes e tempos de segurança, tipos de estágios quanto ao tempo de duração (fixa ou variável) e quanto a ocorrência dentro do ciclo de duração (dispensáveis ou indispensáveis).

Esta e outras normas devem ser seguidas por se tratar de um dispositivo que deve lidar com a vida humana. Sua padronização elétrica e funcional garante a homogeneidade e confiabilidade do sistema semafórico como um todo.

O projeto do controlador SAWiM é composto por 2 módulos interligados por um cabo: um módulo Mesh que possui um sistema Linux embarcado responsável pela programação e comunicação,  e um módulo Atuador. Sua principal diferença com um controlador convencional é o fato de haver um controlador por semáforo e sua comunicação adjacente e programação de ações são feitas pelo software rodando em Linux no módulo Mesh, permitindo, com isso, uma grande maleabilidade de ações e processamento devido à grande flexibilidade operacional de um sistema Linux.  O módulo Atuador se responsabiliza pela realização das ações, medições e sensoriamento, comunicando-se intermitentemente com o módulo Mesh.

A comunicação em Rede Mesh é feita com  semáforos intra-grupo quando é necessária a alteração de sinalização em apenas um grupo semafórico e também pode ser feita inter-grupos,  quando é necessária uma sincronização entre grupos semafóricos, de cruzamentos diferentes.

A ilustração abaixo descreve um exemplo simplificado de comunicação:

Exemplo de comunicação entre controladores SAWiM.

Neste exemplo, temos a comunicação intra-grupo entre o controlador mestre, seu adjacente e seu opositor.  Também há comunicação inter-grupos entre 2 controladores SAWiM mestres. Neste exemplo de comunicação inter-grupos, o controlador mestre A envia uma mensagem de comando ao controlador mestre B para alterar sua sinalização após um período de t segundos, realizando, com isso, a  sincronização sequencial de tempos de verde (onda verde [4]).

Por tudo isso, o projeto SAWiM tem como objetivo quebrar paradigmas de sistemas de controladores semafóricos, desenvolvendo uma nova tecnologia passível de grande confiabilidade, maleabilidade funcional e baixo custo. Apesar disso, por se tratar de um novo produto em desenvolvimento, ainda é impossível compararmos sua confiabilidade com os consagrados controladores atuais.

Referências

[1] Redes mesh e grafos.
https://tecnologiassemfio.wordpress.com/2010/01/22/redes-mesh-e-grafos/

Visitado em 08/04/2010

[2] Trânsito e Redes Mesh
https://tecnologiassemfio.wordpress.com/2010/02/12/transito-e-redes-mesh/

Visitado em 09/04/2010

[3] TranspoQuip.
http://www.transpoquip.com.br/br/index.html

Visitado em 09/04/2010

[4] Onda verde – Instituto Trânsito Brasil.
http://www.transitobrasil.org/anexos/artigos/145.pdf

Visitado em 09/04/2010

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Esta obra foi licenciada com uma Licença Creative Commons – Atribuição – Uso Não-Comercial – Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada

Banda larga, 3G e contas

2 de abril de 2010

Hilton Garcia Fernandes

Em 16 de outubro de 2009, durante a Futurecom 2009 [1], o presidente da Oi [2], Luiz Eduardo Falco deu uma entrevista à Convergência Digital TV [3], que foi publicada no Youtube [4].

Nesta entrevista, Falco faz várias afirmações que valem a pena ser discutidas; algumas bastante polêmicas. Contudo, uma das mais importantes, título do video e apresentada no resumo do video no Youtube, não está contida no video. Pode ser localizada em matérias relacionadas, como [5], de Ethevaldo Siqueira [6]. Seria a afirmativa de que as teles já investiram cerca de R$ 11 bilhões e têm cerca de 200.000 km de rede construída. Muitos a discutem, mas isto não será feito aqui, pois outro é o foco deste texto.

O que será discutido são duas afirmações de Falco, a respeito da possibilidade e oportunidade de banda larga no 3G [7], e uma estimativa de custos apresentada por ele para uma rede desse tipo.

Web 2.0 e transparência

Por uma questão de justiça, deve-se louvar a transparência permitida pela Web 2.0 [8], que permite que conteúdos como o deste vídeo possam ser oferecidos para a população. Antes dela, seria difícil conhecer o pensamento vivo do presidente de uma operadora como a Oi.

Também foi possível que a população se manifestasse a respeito das opiniões do presidente da Oi expressas na entrevista [4]. Em geral de forma bastante agressiva, com palavrões e, num primeiro momento, até mesmo com racismo. Felizmente, a Web 2.0 tem seus mecanismos de ajuste e os ataques racistas foram retirados.

De qualquer modo, o que resta é que a população — e os brasileiros usuários do Youtube são parte importante dela –, está bastante insatisfeita com o padrão de serviços oferecidos pelas teles.

Banda larga 3G

A afirmação de Falco que causou polêmica em [4] foi a que não é possível, e nem desejável que os usuários tenham direito a 3G com banda maior do que 300 kbps.

Segundo o raciocínio de Falco, seria muito caro desenvolver redes para oferecer 30 Mbps, ou megabits por segundo, para a população. E, afinal de contas, com 300 kbps se tem navegação satisfatória, para usuários individuais, segundo ele.

Um ponto muito triste é que as operadoras venderam planos de capacidades muito maiores do que os 300 kbps — na faixa de 1 Mbps. Com certeza elas se resguardaram em cláusulas contratuais de fornecimento garantido, possivelmente de apenas 10% do valor nominal: assim 1 Mbps nominal vira apenas 100 kbps garantidos.

Não é de se surpreender que usuários tenham se manifestado de modo tão agressivo quanto aquele visto nos comentários da entrevista [4].

Sem querer colocar as teles como empresas malévolas, é necessário admitir que, mundialmente, toda comunidade de telecomunicações se surpreendeu com o crescimento, no último ano, do consumo da banda larga móvel. Em termos mundiais, ele foi de cerca de 72% [9]. No Brasil, chegou a ser de incríveis 327% [10].

Duas conclusões:

  1. há uma demanda incrivelmente reprimida no atendimento da Internet, que que leva usuários a procurarem alternativas de atendimento.Claro que o brasileiro é um povo fascinado por novidades, e é claro que há conveniências na banda larga móvel. Mas 327% são 327%;
  2. o modelo concorrencial brasileiro, que analistas ponderados como Cláudio Dascal não hesitam em chamar de “cartel” [11], tem sido muito tolerante com as empresas também quanto à exigência de serviços e planos de investimento.Afinal, mesmo que o erro, humana ou tecnicamente seja inevitável, a correção também deveria sê-lo: se o consumo de banda larga 3G excedeu as expectativas, as agência reguladoras deveriam pressionar as empresas para uma solução que garantisse melhor qualidade de serviço. Mesmo que os contratos, juridicamente, ainda sejam válidos, garantir apenas 10 % do valor nominal é extremamente insatisfatório para empresas e usuários.

Contas para infra-estrutura

Um outro ponto muito interessante na entrevista de Falco [4] é sua afirmativa de que, em uma rede de operadora típica, valem as seguintes proporções aproximadas de custo:

  • o backbone [12] corresponde a 15% do custo global da rede;
  • o backhaul, ou a parte da rede por onde ele trafega [12], custa entre 35 e 50%;
  • o last mile, ou rede de atendimento ao cliente [12], custa cerca de 50%

Em uma entrevista, alguma imprecisão entre valores deve ser tolerada. Sendo assim, se o custo da rede do backhaul varia entre 35% e 50%, é provável que, nesta estimativa, o custo do last-mile (outro grande custo) também deva variar entre estas faixas visando chegar a 100%. Como o custo do backbone é o menor dos três componentes, sua variabilidade aparentemente tem de ser menor.

Seria interessante aplicar as contas ao projeto de rede nacional de banda larga, aventada pelo governo federal [12]. Em primeiro lugar, segue a imagem do mapa de fibra óptica disponível.

Backbone da Eletronet

Pode-se ver que é uma rede muito ampla que cobre mais do que o litoral, chegando ao Tocantins e ao interior do Maranhão. Alguns [13] estimaram a rede da Eletronet em cerca de R$ 600 milhões. Portanto, o total da rede, segundo esses cálculos estaria em em cerca de R$ 4 bilhões. Estes recursos seriam suficientes para cobrir grande parte do território nacional — ou pelo menos a parte onde está grande parte da população.

Simetricamente, as teles têm comentado [5] que seus investimentos chegam a R$ 11 bilhões. Refazendo as contas, tem-se que, destes cerca de R$ 1,6 bilhões seriam o custo de seu backbone. Dividindo esse valor por 4 — pois parece ser este o número das maiores operadoras — ter-se-iam backbones de R$ 400 milhões. Ou cerca de 67% inferiores àqueles da Eletronet, já bastante impressionantes. Seria interessante ver mapas dos backbones das teles para fazer essa comparação de modo justo.

Estas são contas muito simplificadas, que não levam em conta a história de cada companhia: algumas teles receberam parte de seu backbone das estatais que compraram; outras têm grande parte de sua clientela em área relativamente reduzida.

Mas fazem pensar que números da casa de bilhões ou milhões de reais devem ser apresentados com bastante cuidado, maior do que aquele que está sendo praticado no debate do PNBL.

Referências

[1] Futurecom 2009
http://www.futurecom2009.com.br/
Visitado em 25 de março de 2009

[2] Oi (telecomunicações)
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Oi_(telecomunica%C3%A7%C3%B5es)
Visitado em 25 de março de 2009

[3] Convergência Digital TV
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=84
Visitado em 25 de março de 2009

[4] Banda Larga: Brasil não pode se dar ao luxo de duplicar infraestrutura
http://www.youtube.com/watch?v=0tMRE1t93NU&feature=related
Visitado em 25 de março de 2009

[5] Teles e especialistas rejeitam estatização – Ethevaldo Siqueira
http://www.ethevaldo.com.br/Generic.aspx?pid=1555
Visitado em 25 de março de 2009

[6] Ethevaldo Siqueira
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Ethevaldo_siqueira
Visitado em 25 de março de 2009

[7] 3G
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/3g
Visitado em 25 de março de 2009

[8] Web 2.0
https://secure.wikimedia.org/wikipedia/pt/wiki/Web_2.0
Visitado em 25 de março de 2009

[9] Allot MobileTrends: Global Mobile Broadband Traffic Report Shows Significant 72% Growth in Worldwide Mobile Data Bandwidth Usage in H2, 2009
http://bit.ly/boQr46
Visitado em 25 de março de 2009

[10] Banda larga móvel cresce 227%
http://bit.ly/bw5JiY
Visitado em 25 de março de 2009

[11] Mais um competidor em telefonia celular?
Teletime, Ano 13, no. 130, Março 2010

[12] Plano Nacional de Banda Larga: primeiras ideias
https://tecnologiassemfio.wordpress.com/2010/02/19/plano-nacional-de-banda-larga-primeiras-ideias/
Visitado em 25 de março de 2009

[13] Oi negocia compra de dívida da Eletronet por R$ 140 mi
http://insight-laboratoriodeideias.blogspot.com/2010/02/oi-negocia-compra-de-divida-da.html
Visitado em 25 de março de 2009

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